No post anterior que falava sobre a Escócia, relatei como chegar a Edimburgo partindo de Belfast, Irlanda do Norte. Para ficar por dentro, CLIQUE AQUI.

Edimburgo é um mundo de opções. Talvez a cidade mais organizada que eu conheci, em se tratando de turismo. Há passeios para todos os lados. São tantas opções de passeios que se você ficar poucos dias, certamente sairá com a sensação de que não fez quase nada.

Pra começar, o melhor serviço está ali pertinho, na Velha Edimburgo, o sistema de Sightseeing, os Hop in Hop Off da Edimburgh Bus Tour. É show de bola. Não há jeito melhor de conhecer essa magnífica cidade e seus arredores. O ponto de saída dos ônibus fica na Waverley Bridge na parte baixa da cidade, bem no centrão mesmo. Os busões ficam todos aglutinados lá, obedecendo um rígido controle de chegada e saída sob olhos atentos dos fiscais. A pontualidade já está no sangue. 


Ponto de partida na Waverley Bridge. Lá os ticketeiros estão prontos para tirar os bilhetes o tempo todo.

Há saídas o tempo todo. Por isso, o trânsito fica cheio deles

Passeios

Para cada itinerário, um ônibus, uma cor. São cinco opções de rotas. Lembrando que nesse sistema, você compra o ticket e ele fica válido por todo o dia. Você pode subir e descer quantas vezes quiser durante este dia. Só fique atento ao horário de circulação dos ônibus, principalmente ao do último horário.

Dica 1 - Os tickets podem ser comprados online ali mesmo, com o bilheteiro no ponto de saída;

Dica 2 - Guarde os tickets em lugar seguro. Se não, só comprando outro;
Dica 3 - Caso você esteja chegando ainda na parada e lá já esteja saindo um, nem adianta gritar, correr nem espernear. Eles não esperam. Esse é o modelo britânico de pontualidade;
Dica 4 - as atrações são pagas à parte. Ingressos e tickets das visitações são tudo por fora.

OPÇÃO 1 - Ônibus verde - Edinburgh Tour


Roteiro:
  • Edimburgo Nova
  • Scottish National Gallery
  • Cidade Antiga
  • Castelo de Edinburgo
  • Grassmarket
  • Cowgate
  • Our Dynamic Earth
  • Palácio de  Holyroodhouse
  • Canongate
Esse é roteiro para o dia todo, talvez dois. Além de ver a cidade nova e antiga de Edimburgo, alguns lugares requerem um tempo maior. O Castelo é imenso (Clique pra ver a postagem sobre ele), o Grassmarket é um projeto social que lida, inclusive, com jardinagem, a Nossa Terra Dinâmica é uma mostra muito interessante com toda a evolução da Terra, e o Palácio de Hollyrroodhouse (Residência Oficial da Rainha Elizabeth) demanda um tempinho também. Ah... a Galeria Nacional tem muita coisa pra se ver e por perto do Palácio há igrejas e cemitérios, caso goste de visitá-los.


Cidade Antiga (High Street) presente na maioria dos tours
Preços (em Libras)
A partir de 14 Libras Adulto e 6 Libras crianças de 5 a 15 anos

Áudio guia somente em inglês.

OPÇÃO 2 - Ônibus moderno vermelho - City Sightseeing

Faz praticamente a mesma rota. Há a diferença de museu, desta vez passa pelo Museu Nacional da Escócia que é muito show.

Roteiro:
  • Edimburgo Nova
  • Cidade Antiga
  • Grassmarket
  • Castelo de Edimburgo
  • Museu Nacional da Escócia
  • Palácio de Holyroodhouse
  • Our Dynamic Earth
  • Calton Hill
Acrescenta-se aí o Calton Hill. Fica num parte alta da cidade onde vê-se toda ela. O lugar é um monumento aos mortos nas Guerras Napoleônicas. Tem a estrutura de uma Acrópole Ateniense. É bem legal.


Calton Hill
Preços (em Libras)
 A partir de 14 Libras Adulto e 6 Libras crianças de 5 a 15 anos

Áudio guia em várias línguas, incluindo português.

OPÇÃO 3 - Ônibus vintage vermelho - MacTours

O ônibus é o da primeira foto desse post. Ele é vintage e dá um certo charme a cidade e ao passeio. Faz praticamente a rota anterior, a diferença está no enfoque do guia, que foca mais os momentos históricos da cidade, com contos da realeza, dos pioneiros e dos aldeões da antiga Escócia.

Roteiro:
  • Cidade Antiga
  • Castelo de Edimburgo
  • Museu Nacional da Escócia
  • North Bridge
  • Calton Hill
  • Palácio de Holyroodhouse
  • Our Dynamic Earth
  • Canongate
Acrescenta-se nesse roteiro, a North Bridge que liga a cidade baixa a alta. Veja as fotos abaixo.



Preços (em Libras)
 A partir de 14 Libras Adulto e 6 crianças de 5 a 15 anos

Não tem ponto de áudio guia, mas um guia humano mesmo, que dá ênfase a história e formação da cidade.

OBS: Esse tour só funciona do fim de Março a Novembro

OPÇÃO 4 - Ônibus azul e laranja - Majestic Tour

Eis um roteiro mais diferenciado que não traz a Cidade Antiga. vejamos!

Roteiro
  • Edimburgo Nova
  • Jardim Botânico Real
  • Royal Yacht Britannia
  • Newhaven
  • Terminal oceãnico
  • Leith
  • Palácio de Holyroodhouse
  • Canongate
Pra quem gosta de flores, o jardim Botânico da Rainha é um excelente local. O Royal Yacht Britannia foi o navio de Sua Majestade e família por mais de 40 anos. Percorreu o mundo inteiro fazendo mais de um milhão de milhas, Hoje ancorado em Edimburgo, continua igual a como era nos seus áureos tempos, desde os lençóis das camas ao serviço de empregados. É uma excelente visitação.


Palácio de Holyroodhouse

Preços (em Libras)
A partir de 14 Libras Adulto e 6 Libras crianças de 5 a 15 anos

Áudio guia em várias línguas, incluindo português.

OPÇÃO 5 - Ônibus azul claro e amarelo - Bus e Boat Tour

Ahhh pra mim esse foi o melhor. Eu o peguei às cegas e só depois percebi que iria para numa ilhota charmosa e bucólica.  Que iria ver leões marinhos e entrar em estruturas militares de três guerras e um mosteiro abandonado. Deu vontade, não foi? Pois é. Foi Fantástico.

Roteiro
  • Princes Street
  • Edimburgo Nova
  • South Queensferry
  • Forth Railway Bridge
  • Inchcolm Island*
  • Forth Road Bridge
  • Queensferry Crossing
Além das ruas da Cidade Nova, passa por pontes estaiadas e de ferro imensas. São muito bonitas. Mas o fantástico, é na hora em que você desce do ônibus e é encaminhado a um barco de turismo a motor. Pronto! A memória jamais deletará. O barco vai cruzando a baia rumo até chegar num ilhota de nome Inchcolm. Sem pressa pra visitar, você fica ali até o último barco no final da tarde. Na ida e na volta, você verá leões marinhos tentando pegar um bronze recostados nas boias náuticas e em formação de pedras. A ilha que era ponto estratégico para vigilância marítima durante as Guerras Napoleônicas, 1ª GM e 2ª GM, até hoje guarda túneis, trincheiras e construções de apoio para canhões. Há também, as ruínas de uma antiga abadia que não se sabe bem sua origem. 

A experiência foi tão boa, que eu contarei com mais detalhes em uma próxima postagem.


Ruínas da Abadia de Inchcolm
Preços (em Libras)
A partir de 20 Libras Adulto e 8 Libras crianças de 5 a 15 anos

Áudio guia em várias línguas, incluindo português.


Espero que tenham gostado. Mais detalhes você encontra no site http://edinburghtour.com 

Se ligue na gente também nas redes sociais, ok.

Abraços

César William

Você faz parte do milhões de viajantes, que sempre têm problemas de como colocar tantas coisas "essenciais" dentro da mala na hora de viajar? 

Aprenda nesse vídeo uns truques básicos que lhe tornarão um expert e certamente causará inveja aos seu parceiro(a) de viagens.

<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/TN7Sr9RFisw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>

Caso não consiga visualizar, clique no link!
http://youtu.be/TN7Sr9RFisw

Continuando a nossa jornada que começou há 3 dias no centro de Santiago, agora estávamos nos despedindo da cidade. Próximo destino: Mendoza, Argentina.

O que se contava da cidade falava sob o seu clima, sob sua infinidade de ofertas de esportes radicais e, claro, sua excelência no vinho malbec.  Mas as atividades que fizemos em Mendoza ficará para o próximo post. Nesse, falaremos da viagem muito prazerosa entre Santiago e Mendoza feita de ônibus. Vamos lá!

Compramos as passagens no site da Andesmar (há outras empresas que fazem o mesmo itinerário com a mesma qualidade). Queríamos as poltronas da frente, para aproveitar o visual da viagem (ledo engano).  Por isso mesmo, as compramos 40 dias antes. Mais tempo que isso as vendas não abrem. Em menos tempo poderia haver o risco de alguém pegar lugar. Os valores da passagem variam por serviço, dia e horário. Consulte o site.

          www.turbus.cl

E há outras que se compram passagens direto no guichê do terminal

Valor da passagem luxo:  Cerca de AR$ 595,00 (Semi Cama com serviço), porém os preços partem de AR$ 300,00

No dia da viagem, pegamos o metrô e descemos dentro da rodoviária da cidade, na estação (Universidad de Santiago).  Contudo os ônibus saem de outro terminal (Terminal Sur), para a qual basta seguir cruzando a primeira rodoviária, atravessar a rua para chegar na outra.

Foto: http://directoriodemicros.blogspot.com.br/

Ali tem que se ficar atento. Muita gente, muitas malas, e os ônibus não tem uma plataforma fixa, podendo variar entre umas dez. Com isso, deve-se monitorar a chegada dos ônibus, as placas de destino desses e, na dúvida, perguntar aos motoristas e auxiliares mesmo.

Ahh.. . separe no bolso um graninha da propina (gorjeta) dos carregadores de mala.  Você os virão pedir no embarque, na aduana da fronteira e no desembarque.  Dê uns 500 pesos chilenos que tá bom demais.

O ônibus
Visão com tela
Os ônibus são super confortáveis. Contudo, veio aí o primeira decepção. Os vidros da frente da poltrona do nosso ônibus (aquela que tanto esperamos para comprar) tem uma espécie de tela, o que quase não permite que se veja a paisagem a frente, restando apenas as janelas laterais mesmo. Portanto, não se desespere caso não haja mais a disponibilidade dessas poltronas. Você não estará perdendo muita coisa.

Durante a viagem se oferece lanches, ceia e café da manhã. Há a disponibilidade de água quente e fria em uma geladeira nos dois pisos do ônibus.

Na parte de baixo do veículo, ficam as poltronas (butacas) que chamam de semi-cama e suítes com espaços mais amplos e isolados. Na parte de cima ficam as executivas, mais baratas, mas não menos confortável.

Ônibus de primeira classe. As poltronas acima são as executivas.
*obs: Não sei se em todas, mas apesar de baixar o apoio dos pés, eles ficam para baixo deixando uma posição incômoda se por muito tempo. Talvez as poltronas de trás não tenham esse problema.

As refeições Vêm em um pacotezinho incluindo: Um alfajor, bolachas com doce, café solúvel, leite em pó e uma bolacha salgada. Por fora vem um sanduíche tipo Baurú.


No mais é pura beleza. Paisagens formidáveis, uma só parada na aduana da fronteira com a Argentina, onde os guichês dos dois países ficam um colado com o outro na mesma cabine e pronto, agora é relaxar até chegar em Buenos Aires.



DICA 1 - O terminal rodoviário da Recoleta, fica colado com a estação central de trens, com o terminal marítimo fluvial e bem perto do aeroporto, portanto se você quiser utilizar qualquer um desses, basta empurrar as malas.


DICA 2 – Os táxis de Buenos Aires já têm uma péssima fama, mas comprovamos que os agenciadores de táxis do lado de fora da estação rodoviária são golpistas mesmo. Agenciam os táxis e não levam em conta a tabela de preços da corrida afixada em placas nos corredores de táxis. O que estava tabelado em ARS 60 (pesos argentinos) chegaram a nos cobrar ARS 160,00. Resultado, puxamos malas por 4 quarteirões e chegamos ao nosso hotel na Calle Esmeralda, colado com a Calle Paraguay e Florida, onde se concentram a maioria dos hotéis. Fique de olho!
Depois da decepção com Valparaiso (vide nossa postagem 

Valparaiso, vale a pena um bate e volta?), resolvemos seguir rumo a Viña del Mar, um balneário de férias hiper utilizado pelos chilenos. 

Praias de areias brancas, de águas geladas e de boa movimentação, tem ao fundo prédios de luxo bem desenhados e uma orla bem provida de comércio de artesanatos e alimentos. Pelo que vimos, há projetos em execução para tornar Vina del Mar ainda mais atrativa, a exemplo de uma antigo ancoradouro que está recebendo reformas para se tornar um mirante prolongado adentro d'água. 
Antigo ancoradouro sendo reformado para visitação turística
Logo na entrada há o Relógio de Flores, que lembra o da cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco. Não é difícil de se chegar lá. principalmente pra quem vem de Valparaiso. Basta seguir uma linha reta, seguindo litoral norte, que você chega lá. Para tirar fotos do relógio, ou você procura um estacionamento ou estica a mão pela janela para tirar fotos. É como a maioria dos turistas fazem, principalmente quando vagas de estacionamento se tornam escassas. Mas aí o velho problema de algumas atrações que vimos em Santiago. Sempre há um sem noção que coloca uma barraca do que for em frente a atração ou ao monumento atrapalhando a visão e as fotos.


A praia fica ali do outro lado. São 3,5 km de extensão. E há estacionamento margeando a pista oposta a da praia. Caso queira arriscar a colocar os pés nas águas quase glaciais, a hora é essa. Só fique atento às placas que indicam a salubridade da mesma. 


Seguindo em frente pela costa, você chega a Concón. Muito pouco falada, mas igualmente atrativa, essa parte da região tem atrativos a mais: rochas vulcânicas que estão ali bem visíveis formando a encosta, e as dunas sem fim que convidam a gente a "farofar" um pouco na tentativa de sua subida.

Chegando a Concón com Viña ao fundo
Mais a frente tem praias com areias mais acizentadas, bares na praia, muitos hotéis e uma infinidade de restaurantes onde você pode fazer o seu reabastecimento. Os da beira mar, em geral, são mais caros do que os do outro lado da pista. Fomos num desses.

Mirantes de Concón


Seguindo pela costa você fará verdadeiros ziguezagues, é quase sem fim o número de curvas, no entanto as paisagens pagam o seu tempo. Nesse momento lhe ocorre que você trocaria fácil o tempo passado em Valparaiso para estar ali, bisbilhotando aquelas paisagens diferenciadas.



Seguindo a Costanera Sul, em breve você estará de volta a Santiago. 

Dia seguinte: Partindo pra Mendonza.

Até breve,

César William

É quase tradicional um bate e volta em Viña del Mar e Valparaiso para quem tem roteiro planejado em Santiago de pelo menos 3 ou 4 dias. Viã del Mar, tá certo, é bem legal. Contudo, deposi de ter ido duas vezes a Valparaiso tenho cá minhas dúvidas se é um passeio que vale a pena.

Roteiro: Valparaiso, Vina del Mar, e o que aparecesse pela frente.

Deixamos já pago o aluguel no carro na noite anterior. Alugamos o veículo em uma agência de turismo na Calle Huerfanos, 520, logo no começo da rua que chamam de sucursal. A agência foi a Infinity Travel, e o carro foi o Hyundai I 10. Um compacto confortável, fácil de dirigir e com ar, som e direção elétrica. O valor foi de $ 30.000,00 CLP (cerca de R$ 120,00), bem em conta se comparado a outras locadoras.

Infinity Travel

Problema 1 - Sinalizações
Caramba! Como chileno é ruim de sinalização. As rotas de saída da Costanera não indicam as principais cidades, e nós, que não tínhamos pedido um GPS tivemos que utilizar muito mesmo o PPS (pergunte pra saber). 

A opção por carro foi ótima. No nosso tempo, na nossa rota, os nossos lugares. E para duas pessoas foi quase tão barato quanto ir na maratona ônibus + trem.

Cerca de 1 hora e 40 minutos depois, estávamos chegando a Valparaiso. Estacionamos em frente ao prédio da Armada do Chile, sob a batuta de um flanelinha que nos pediu antecipado. Olhei em volta. vi vários carros estacionados, inclusive ônibus de turismo e nenhuma placa indicando proibição. 

1º Alerta: Ele nos pediu que não deixássemos nada no carro. Nem bolsas, nem mochilas, nem nada de valor. Nesse momento nos perguntamos: onde nos metemos?

Pois bem, seguimos rumo a primeira estação de ascensor (elevador) que vimos. era a estação El Peral, colada com a Companhia Interoceânica de Navegação. o valor é irrisório, questão de centavos de R$ 1,00 que se paga só na parte de baixo. A subidinha e o carrinho do elevador antigo, são bem charmosos. Não pela beleza, mas pela antiguidade. 


Saímos em um mirante muito bem cuidado. A paisagem é muito bonita e ver um porto em atividade sempre é bom. Ao redor o contraste de Valpo (como chamam carinhosamente). Casas coloridas e artesanais, com casas de luxo tipo veraneio. É uma mistura de Olinda com Teresópolis. a principal casa desse mirante é o Palacio Baburizza (Museo de Bellas Artes). Imponente e charmoso, dá as boas vindas aos turistas que ali chegam.

Museo de Bellas Artes

Mas queríamos ir ao Museu da Marinha, e para chegar lá, tínhamos que subir pelo lado oposto pelo ascensor Artilleria. Estava ali a nossa vista. Bonito, margeando a encosta então fomos perguntar como chegar por cima.

2º Alerta: Um morador informou que poderíamos sim, chegar ao museu por cima, mas ele desaconselhava por estarmos com bolsas e máquina a vista. Cismômetro ligado, já. Agradecemos e resolvemos pegá-lo por baixo mesmo.

Antes de nos dirigirmos ao ascensor, demos uma voltinha por ali mesmo. Vimos as ruas singelas, casas muito bonitas e ateliês de artistas. Fotos tiradas, descemos. 
Ruazinhas de Valpo
De volta a praça, seguimos pela rua mais movimentada, com trânsito, paradas de ônibus, enfim, nada suspeito. Tiramos até foto de um ônibus elétrico. Típico aos que existiam na década de 60 e 70 nas ruas de recife (me contaram e vi no youtube, ok!). Porém a rua e casa eram muito sujas, aliás, a cidade não tinha muitos cuidados. Pichação para todos os lados, lixo nas ruas, paredes imundas. era assim a parte baixa. Continuamos.

Trolebus
3º Alerta: Quando já andávamos umas quadrinhas, um garçom de um bar saiu dos seus afazeres e nos perguntou onde iríamos. Ao respondermos que queríamos o ascensor Artilleria, ele imediatamente pediu que regressássemos e fôssemos por fora, devido a mochila e bolsa. a esta altura, meu amigo, a minha noiva olhou pra mim e perguntou "O que é que a gente está fazendo aqui?".

Monumento aos heróis da batalha de Iquique
De fato, que passeio é este que tínhamos que ficar pisando em ovos para conhecer o local. Decidimos voltar ao carro e partir para Viña del Mar.

Problema 2 - Ao chegarmos no carro, tá lá uma multa bem bonitinha no para brisa. presente dos Carabineiros do Chile. Ao olhar ao redor, num é que apareceu uma placa informando que o estacionamento era permitido nos fins de semana somente até as 13h. Onde estava aquela placa antes? Onde estava o flanelinha agora?

No frigir dos ovos, não vou condenar o lugar, mas digo que não é nada que se faça arrepender por deixar de ir. Eu até aconselharia que, ao invés de Valparaiso, esse tempo do bate e volta de um dia, fosse gasto com a praia e dunas de Concon. Ali sim, lugar bonito e agradável. Falaremos disso em outro post.

abraços,

César William



O aeroporto de Santiago, fica distante uns 18 km do centro da cidade. Pode ser considerado pequeno, mas serve aos quase 16 milhões de passageiros que o usam por ano. vamos então passar umas dicas de como, chegando nele, pode-se ir ao centro da cidade, local da maioria dos hotéis.

A primeira coisa que você deve pensar é na sua forma de pagamento, pois ônibus só com dinheiro trocado, algumas companhias de táxis só aceitam em espécie e só uma ou duas aceitam cartões de crédito. 

Então vamos lá!

ÔNIBUS
Duas companhias fazem o trajeto a Centropuerto e a Tur-Bus.

Centropuerto


A rota dele é bem reta e para nas principais estações do metrô (verifique pelo mapa se alguma delas casa com a do seu hotel).



Preço:
Só ida ou só volta: $ 1.500 CLP
Ida e volta :            $ 2.900 CLP

Horários:
Segunda a Domingo

Centro – Aeropuerto
Primeira Saída 05:55 hrs.
Última Saída 22:30 hrs.

Aeropuerto – Centro
Primeira Saída 06:00 hrs.
Última Saída 23:30 hrs

A cada 15 minutos nos feriado e fins de semana e a cada 10 min em dias úteis.

O tempo de viagem fica em torno de 45 minutos.

Tur-Bus

Este faz menos paradas que o Centropuerto, por isso é bom ficar ligado na distância a se percorrer com as malas ao descer dele.

Paradas:
Metrô Pajaritos, Las Rejas e Universidad de Santiago
note que as paradas já são mais espaçadas e o trajeto mais curto.

Preço:
Só ida ou só volta: $ 1.550 CLP
Ida e volta :            $ 2.800 CLP


Horários:
Segunda a Domingo

Primeira Saída 05:00 h.
Última Saída 00:00 h
A cada 20 minutos

de 0h a 4h a cada 1 hora


Terminal Alameda – Aeroporto
Primeira Saída 5h.
Última Saída 23h.
A cada 20 minutos 
Viagem adicional às 0h e a 1h
Saída dos terminais 22 e 23

Terminal San Borja – Aeroporto
Primeira Saída 06h45.
Última Saída 20h30
A cada 1 hora
Saída dos terminais 9 e 10

Terminal San Borja – Aeroporto
De segunda a sábado
Primeira Saída 06h20 
Última Saída 22h50
A cada 20 minutos
* No domingo começa as 8h20

TÁXI

Táxi é aquela história, né. Você chega, o cara olha a sua cara, vê que você não sabe nada da cidade e decide fazer um tour mudo com você na cidade inteira. Aí, no fim da corrida, bota uma cara de mau e você tem que pagar mesmo, ainda que resmungando.

DICA 01 - Embora lugar-comum, a dica é pra usar táxis oficiais, mesmo que você os ache mais caros. Sei de cada história...

Há duas modalidades: Táxi coletivo e individual.

No coletivo, o valor se aproxima de $ 6.500 CLP por pessoa. Ótimo se você for só ou com mais uma pessoa. Uma doblô ou minivan lota e você segue. O atendente me avisou e realmente não deu mais que 20 minutos de espera. Usei esse porque não tinha feito o câmbio e pagamos com cartão.

No individual, o preço vai chegar a $ 15.000 CLP (cerca de R$ 60,00)

DICA 02 - Nem pense em fazer câmbio no aeroporto. É um assalto a mão desarmada. 


TRANSFER

O recomendável é que você já acerte esse serviço ainda no Brasil. Há duas habilitadas no aeroporto a Delphos Transfer e a Transvip. Ambas cobram $ 25.000 CLP por transfer exclusivo para o Centro.




É isso aí! 
Valeu, abraços!

César William
Olá pessoal, depois de um tempinho de férias estamos de volta. Por onde estivemos? Santiago, Mendoza e Buenos Aires. Então, nada melhor do que inundar o Via dourada com posts acerca desses locais. Mas hoje na pauta: Santiago do Chile.

Bem, definitivamente não temos a doutrina (eu e minha companheira, Alê Bezerra) de transformar qualquer informação ligada a viagens em sensações perfeitas e maravilhosas como se fossem frutos de sonhos. Muito pelo contrário, queremos transformar as nossas experiências em informações úteis para os nossos seguidores, e essas informações por vezes trazem boas vivências outras nem tanto.

SANTIAGO

Foi em dezembro de 2014 que viajamos para lá, porém o planejamento já vinha sendo feito desde agosto do mesmo ano. Na ida seguimos de TAM + LAN e na volta só TAM vindo de Buenos Aires. Todas as nossas passagens foram compradas através de programas de milhagens (para saber como acumular pontos, recomendo ler o nosso tópico Manual de Milhagens: Abasteça seu carro e viaje de avião).

Com um orçamento apertado aliado a nossa filosofia de aproveitar as cidades sem extrapolar, reservamos um apart hotel (na Calle Merced) no centro da cidade. Dessa forma poderíamos economizar alguns jantares e quem sabe almoços a depender de onde estivéssemos. Assim, o Horizon Group Apartments nos serviu em cheio. Ficamos perto de muitos pontos turísticos e com fácil acesso a transportes, supermercados, farmácias, casa de câmbio, etc. 

Chegamos ao hotel de táxi coletivo. Isso mesmo. No aeroporto há modadlidades de ônibus, transfer com van, táxi individual e táxi coletivo. O veículo era tipo um doblô e levava passageiros de acordo com a região do seu hotel. O ruim é que tínhamos que esperar lotar, mas conforme prometido pelo atendente do quiosque, não demoraria mais do que 20 minutos, e assim aconteceu. O valor, bem mais vantajoso, ficou em 6.500,00 Pesos Chilenos por pessoa, algo em torno de R$ 52,00 no total para nós dois (Veja mais sobre como ir do aeroporto ao centro nesse tópico).

Na noite de chegada, a nossa preocupação era onde comer e numa voltinha atrás de um restaurante ou lanchonete, descobrimos que a vizinhança era repleta de casas de strip, massagens, banhos turcos e toda uma sorte de diversões adultas. A princípio causou impacto por achar que aquela vizinhança poderia ser barra pesada, mas que nada, tudo tranquilo, tudo na paz e fizemos diversos passeios até de madrugada e nunca fomos, se quer, incomodados. Ficamos felizes ao encontrar o Nuria, uma cadeia de pequenos restaurantes que nos salvou em algumas ocasiões. Após isso, cama. Nada a mais pra se fazer na quase madrugada.

DIA 01

Na manhã do dia seguinte o roteiro partiria da Plaza de Armas. É dali que podemos alcançar os principais pontos do centro: Catedral de Santiago, prédios dos Correos, do antigo Congresso Nacional, dos tribunais, da Bolsa do Comércio, Palácio da Moneda, o Teatro Municipal, Cerro de Santa Lúcia e finalizar no Mercado Municipal.

Plaza de Armas vista do terraço do Museo Histórico Nacional
Pronto! Viu aí que os pontos turísticos se resumem praticamente a arquitetura de Santiago? É... confesso que a partir de um determinado momento, os prédios já parecem iguais e o interesse neles diminui. Por isso seguem aí as dica 01 e 02.

Dica 01 - Se você não for estudante de arquitetura ou não trabalha na área, dilua isso durante os dias de sua estada ou o perigo é enjoar.

Dica 02 - Santiago é muito seco. Seco mesmo, hein! Por isso vale a pena levar garrafas com água. Sugiro ainda que a compre no supermercado em grande quantidade e vá enchendo garrafas menores ou cantis de até um litro com você. Água mineral na rua é cara e pode chegar até a 1.500 CLP (R$ 6,00) na garrafinha de 500ml. Os Santiaguinos bebem água da torneira, mas como a nossa cultura não está ambientada a isso, compramos no supermercado uns garrafões de 5 litros e levamos as menores conosco. Ahhh... lembre que a desidratação desanima e o deixa sonolento sem você perceber que é esse o seu problema.

Na esquerda a Catedral de Santiago (fechada para reformas). Direita em cima, os prédios do correios e do Museo Historico Nacional. Direita em baixo, interior do prédio do Correo.
Depois do passeio, dos locais acima, eu eliminaria da visita os prédios dos tribunais, da Bolsa e até dos Correos. Não tem muito a acrescentar. Contudo, resolvemos visitar um museu de história muito legal, ali mesmo na Plaza de Armas, o Museo Histórico Nacional

Ele conta a história, desde a pré-história Chilena, até os dias atuais. São quadros, peças, esculturas e maquetes fantásticas. Além disso, há exposição de artes. Ainda fomos agraciados com uma visita a Torre do Relógio, por onde chegamos através de escadas caracóis, parando em um terraço com vista para a Plaza e para as cordilheiras. 
Estátua de Pedro Valdívia, fundador de Santiago. Na direita, placas de metais com a evolução da cidade e vista da praça a partir da Torre do Relógio
Seguimos para o Cerro Santa Lucia com uma vista superior da cidade, e terminamos o dia no Mercado Central, com direito a apreciar uma saborosa centolla (Kings craby), veja nesse tópico sobre o Mercado Central de Santiago.

Cerro Santa Lucia
Centolla no Mercado Central
Decepção do dia: Na verdade foram duas, uma justificada, outra não. A Catedral estava em reformas e não pudemos entrar, mas até aí tranquilo. Manutenções tem que ser feitas mesmo. A segunda fica por conta de camelôs postados em pontos turísticos, como do Monumento aos Povos Indígenas da Américas. Via vários turistas querendo tirar fotos, e este senhor sem noção a atrapalhar os planos de todos.





Dia 02

Cerro San Cristobal, Zoo, Pateo Bella Vista e arredores, Costanera Center e Restaurante Rotatório.

Tomado o café da manhã, preparado ali mesmo no apartamento, hora de seguir para o Cerro San Cristobal.

O processo para chegar lá é simples. Pegue o metrô e desça na estação Baquedano. Ao sair dela, você dará de cara com um grade tráfego. Você verá uma rotatória com uma estátua de Pedro de Valdívia ao centro (outra). Localize a ponte que atravessa o Rio Mapocho e siga para lá. Atravesse-a e você dará de cara com a Universidade de Direito. Siga em frente. Pronto, agora eis o Pátio Bella Vista. Continue e você passará por uma rua cheia de micro restaurantes, que a depender do horário, farão mil ofertas para o seu almoço. Ao ver figuras de animais mais a frente, você terá certeza que chegou ao sopé do Cerro e consequentemente ao funicular.

Opções: subir pelo funicular , ir de carro até o topo (nesse caso deve descer para ir ao zoo) ou a pé. 

Pelo Funicular, você encontrará uma bela filinha, mas espere, não é a sua fila ainda. Na verdade essa é a fila para subir e você precisa comprar o bilhete antes. Atravesse as filas e você verá um moderno guichê dentro do castelinho, à sua direita. Valores: Ver tabela. Lembre-se R$ 1,00 = $ 250 CLP.

DICA 03 - Para fazer cálculo de cotação rápida, multiplique o Peso Chileno por 4 e elimine 3 zeros. Exemplo: $ 15.000 CLP x 4 = 60.000 (elimine 3 zeros) fica R$ 60,00.

Se for a pé, prepare-se para andar. É só subida e isso requer um certo fôlego.

Fomos de funicular. Agora sim, você deve pegar a filá básica. Esperamos quase 1 hora para chegar a nossa vez de entrar. É bem bonito. O carrinho corre por entre árvores numa subida bem íngreme. Paramos na única parada além do cume, o zoo. 
ZOO - Olhe... ficamos tristes. Eu que já tinha visitado esse zológico há menos de dois anos, fiquei decepcionado. Não está bem cuidado como antes. Há lixo pelos cantos. Vê-se sinais de falta dos cuidados que o zoo costumava ter. Haviam quiosques sem funcionamento e o banheiro (o único fica perto da portaria láááá em baixo) nem papel tinha. Visitamos alguns bichos e decidimos voltar para continuar o trajeto do funicular. o bilhete que compramos dava direito. A não ser que você esteja com crianças, é um ponto dispensável de visita. O ingresso custa $ 3.000 CLP adultos e metade para crianças.

Subimos e chegamos ao que eles chama de cumbre. Mas não é. Ainda há de se subir um bocado para se chegar ao cume. Ainda na estação, há quiosques de comidas e artesanatos na estação do funicular, além de um mirante para a maior parte da cidade. 
Cerro de San Cristobal vista da Rodovia - Pátio do sopé do cerro (esquerda) - Casa estilo alemão no pé do Cerro
Fomos subindo e como era dezembro, havia um presépio em tamanho natural montado muito bonito. Ele estava ao lado do palco das missas.


Cumbre - No topo da montanha, está a Estátua da Virgem Imaculada Conceição. Que coisa belíssima. Ela parece estar falando aos céus. Para chegar nela, é preciso esticar as canelas. Você ainda vislumbrará a cena do Cristo crucificado, um pequeno cemitério e um bela coleção de plantas e flores. Curta para tirar fotos e antes de voltar para a estação, você ainda pode ir na lojinha da paróquia dali para comprar sua lembrancinha do local.

Mais ao norte do Cerro há o Jardim Japonês e o Jardim Botânico. Para os mais dispostos, há também piscinas comunitárias para aquele refresco. Como não fomos, confesso que não soube de valores para o usufruto.

O funicular não tem paradas ao descer. A hora é de almoço. Vamos ao Pátio Bella Vista para comer. 

Chagando ao pátio, ou até mesmo durante o caminho, você encontra um sem número de restaurantes e bistrôs. Escolha o que deseja pelo cardápio que quer consumir e bom apetite, mas só não escolha o Lizarran que fica em uma das entradas. a comida tava muito fraca e a cozinha parece amadora. 



Depois do almoço visitamos algumas lojas dali, mas ficamos no zero a zero com os souvenirs. 

Saindo do Bella Vista, há quem curta o escritor Pablo Neruda. Ali tem um museu estabelecido em uma das suas casas. Sim, isso mesmo. Este chileno comunista fervoroso tinha cinco casas. Bem... como eu não gosto dele, não fui ao museu. Fui fazer exatamente o que o comunismo condena: praticar o consumismo no Costanera Center, um shopping localizado no prédio mais alto da América do Sul. Lá tem de tudo e todas as marcas de produtos eletrônicos e de moda.

DICA 04 - Caso queira relaxar antes de ir às compras, sugiro um passeio no parque Bicentenário (mas evite com sol forte.Há pouco abrigos). A estação Tobalaba do metrô fica ao lado do shopping. Para chegar ao parque desça nela e vá caminhando, ou pegue um táxi a partir de lá. É barato. Seria bom comprar no shopping só na volta, do contrário você terá que passear com sacola na mão.


Parque Bicentenario
Termine seu dia de passeio no Restaurante Giratório. O serviço é excelente, sabores satisfatórios e os preços nem tão caros. A vista é a melhor que há, já que você verá a cidade percorrendo 360º paradinho (mais de uma hora para o percurso), sentado e comendo. Mas se você já cansou de ver Santiago de cima, talvez falte novidade a não ser vê-la de cima à noite (rsrs).


Restaurante Giratório e sua vista
DICA 05 - Alguns tem sorte de encontrar mesas disponíveis no Rotatório sem fazer reservas, mas é raro. Sugerimos fazê-lo uns dois dias antes. A recepção do seu hotel poderá providenciar isso, mas caso queira fazer você mesmo Telefone (56) 2 – 2232 1827. Ah... embora não esteja aparente, peça o menu do dia. O garçon o trará.


Dia 03 

Valparaiso, Vina del Mar, Praia de Concon, Dunas.
Cara... tenho muito a falar sobre isso, mas esse capítulo merece um tópico só para ele. Dando um conselho bem simpático, eu quase chegaria a dizer: Corte Valparaíso da sua lista, não vale a pena. Mas leia o tópico sobre isso aqui.


Bem meus amigos, é isso aí!

Aguardem a próxima postagem. Há muito o que falarmos. 

abraço

César William