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| Best Pantheon B&B |
Um dos dilemas de todo turista na hora de fazer o planejamento é: Onde se hospedar?
Pronto! Hora de começar um monte de pesquisa acerca de hotéis e, para a maioria dos viajantes, os hostels e os B&B's são logo descartados. Há uma lenda acerca desses estabelecimentos, de que são lugares de algazarras, frequentados por pessoas sem muita índole, barulhentos, sem cuidados, mas pera aê!!! Não é bem assim, não. Bagunça, problemas e maus serviços há em qualquer tipo de acomodação, mas ao contrário do que muitos pensam, há hostels e B&B's organizados e muito bonitos. No mais, é excelente
Em linha com o seu planejamento de frota, o Grupo LATAM Airlines planeja novos voos internacionais para 2015. Essa iniciativa vai reforçar a conectividade oferecida pelo Grupo na América Latina, América do Norte e Europa.
A TAM pretende criar voos diretos entre São Paulo e Cancún (México), ainda em 2014, e
Turismo Cemiterial, é esse a designação que foi dada ao estranha atividade turística de visitar cemitérios. Bem... estranho somente para nós brasileiros. No mundo inteiro visitar um cemitério não é nada anormal. Grupos de amigos ser reúnem para um confraternização no lar dos mortos, sem que esses sejam temidos por qualquer dos festejantes. Prefeituras de cidades que tem a "sorte" de abrigar o mausoléu de alguma figura ilustre, arrumam os seus cemitérios e o tornam mais uma atração para visitantes de outras localidades. Esse empenho turístico tem uma razão: cemitérios famosos atraem mais sepultamentos de celebridades, que por sua vez atraem mais visitantes, que atraem maiores aparelhos turísticos como hotéis e restaurantes ao seu redor. Essa curiosidade turística gera dinheiro e fama ao bairro de localização do cemitério e pra cidade.
Em um pequena pesquisa informal nos cemitérios aos quais o Via Dourada visitou, levantamos os motivos pelos quais o turista resolvem fazer esse tipo de passeio. Entre os motivos citados estão: Conhecer lápides e mausoléus de celebridades famosas; vislumbrar as arquiteturas das obras e buscar um pouco de paz. Sim, se vai ao cemitério em busca da paz.
Mas vamos ver os mais famosos e visitados cemitérios do mundo.

10º Colocado - Green-Wood Cemetery, Brooklyn, Nova Iorque
Esse cemitério é maior que muitos bairros. Possui cerca de 478 hectares (quase 5km²). Há um pórtico na entrada, em estilo neo gótico, construído em meados do século XIX, que já avisa que a visita valerá a pena.
Lá de cima, em meio as suas árvores, é possível deslumbrar a ilha de Manhattan e parte de Nova Iorque. Um passeio, no que parece um parque entre lagos, pode reorganizar as idéias, amenizar o estresse e acalmar a mente de qualquer um.
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9º Colocado - Cemitério Lone Fir, em Portland, Oregon
O primeiro enterro no local ocorreu em 1846, mas somente em 1855 ele foi tido como cemitério oficial. Devido ao fechamento de muitos cemitérios nas cidades vizinhas, o então chamado Mount Cemetery Crawford, começou a receber reenterros dos corpos que foram realocados. O nome Lone Fir só foi dado em 1866 em referência a uma árvore solitária no local (hoje são mais de 500). Nesta época Portland ainda era minuscula e só ocupava o lado oeste do rio.
A população de enterrados já somam 25,000, e o interessante desse cemitério, é que ainda é um dos pouco que permitem o plantio de uma árvore ou jardim pelos familiares em homenagem aos seus mortos.

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8º Colocado - Old Jewish Cemetery, Praga, República Tcheca
8º Colocado - Old Jewish Cemetery, Praga, República Tcheca
Esse é o segundo mais antigo cemitério judaico da Europa. Foi fundado no século XV e sua lápide mais antiga data de 23 de Abril de 1439. La você pode identificar lápides de várias épocas, desde góticas, renascentistas, barrocas e até no estilo Rococó.
A visão em si do cemitério não é lá muito ortodoxa, é um amontoado de lápides tortas e inclinadas que não fica difícil entender como estão dispostos os corpos ali, mas eis que pela voz dos administradores, chega a explicação. Como era o único cemitério judeu na localidade até então, os enterros começaram a ser empilhados, e há locais onde existem até 12 camadas de corpos (são 20 mil ao todo).
Curiosidade: Na fé judaica é proibido a retratação de pessoas mortas, por isso não há figuras de pessoas nas lápides, contudo há figuras representativas da vida delas, por exemplo, um violino para um violinista, uma tesoura para um alfaiate e por aí vai.
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7º Colocado - Mount Auburn, Cambridge, Massachusetts
É praticamente um jardim. Na verdade, os desavisados não enxergariam ali um cemitério. É belíssimo e altamente adornados com todos os tipos de espécies de plantas e flores. Ele data de 1831 e já nasceu com o intuito de ser um cemitério jardim. Na época, foi uma quebra de paradigma ao conceber um cemitério que não tivesse ligação com a Igreja.
Seus idealizadores e administradores a posteriori, resolveram adotar a palavra cemitério em sua concepção grega, que queria dizer "lugar para dormir". Assim essa ideia perdurou e virou a alma do cemitério, no bom sentido.
Hoje há no Mount auburn, 93 mil pessoas enterradas, numa área com 5,5 mil árvores de 770 espécies. O destaque das construções é uma torre de 62 pés que permite visão panorâmica de tudo ao redor.
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6º Colocado - Xoxocotlan, Oaxaca, Mexico
Dizer que é bonito ao dia, é meio que forçar a barra. Contudo, quando se aproxima os períodos de festas em homenagens aos mortos, o cemitério se transforma. Famílias passam dias ornamentando os túmulos e mausoléus, enquanto à noite velas dão uma outra visão ao local. A dificuldade é passear no dia do evento em 31 de outubro dada a quantidade de pessoas que vão visitar os seus mortos, ou mesmo apreciar as cerimônias e festas.
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5º Colocado - La Recoleta Cemetery, Buenos Aires, Argentina
O cemitério é imenso e cheio de becos e arruelas. Da última vez em que estive lá, resolvi reservar um dia para conhecê-lo melhor. O mais incrível desta pequena cidadela dos mortos, são as obras magníficas em esculturas. Cada representação artística retrata cenas das pessoas enquanto em vida, lamúrias dos anjos ou simbolismos das suas passagens terrenas, mas com muto esmero e afetividade.
Há esculturas, por exemplo, que retratam mães ou anjos debruçados chorando sobre túmulos, anjos guardiões e até cachorros com seus donos.
Injustamente o cemitério La Recoleta é mais conhecido por ser o local onde Eva Perón está enterrada. Entretanto riquíssimas histórias estão registradas no livro guia dele e que merece um passeio até as lápides e mausoléus de sua origem. Posso citar a do antigo funcionário do cemitério que juntou suas economias para encomendar sua própria escultura e se matou para estrear a própria tumba. Há também a do casal que ficou 30 anos sem se falar e que, à pedidos da mulher, seus bustos nos túmulos foram colocados costa a costa para não se cruzarem olhares.
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4º Colocado - Forest Lawn, Los Angeles, Califórnia
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3º Colocado - St. Louis No. 1, New Orleans, Louisiana
Fundado no final de 1700, o St. Louis No. 1 é o mais antogo de Nova Orleans e ainda é local de vários enterros por ano. O cemitério é o local do descanso final dos membros de muitas famílias proeminentes da antiga capital do estado da Louisiana, particularmente dos Creoles (Creoulos). Logo que começou a se desenvolver houve uma segregação no cemitério. havendo seções para católicos, não católicos e "negros", referindo-se aos africanos escravos que seguiam as religiões de sua origens,
Devido a sua localização em um pântano, era constantemente ameaçado por enchentes, para tentar evitar isso, recebeu várias camadas de areia de praia e conchas.
Muitos enterros são atração à parte pelo ritual ao som do jazz.
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2º Colocado - Merry Cemetery, Romania
The Merry Cemetery é um cemitério na vila de Săpânţa. É famosa por suas lápides coloridas com pinturas ingênuas descrevendo, de forma original e poética, as pessoas que estão enterradas lá, bem como cenas de suas vidas. O cemitério alegre tornou-se um museu a céu aberto e uma atração turística nacional.
A característica incomum deste cemitério é que ele diverge da opinião prevalecente nas sociedades europeias - uma crença que vê a morte como algo solene. Conexões com a cultura local, Dacian foram observadas, uma cultura cujos princípios filosófico falam da imortalidade da alma e a crença de que a morte era um momento cheio de alegria e expectativa de uma vida melhor
1º Colocado - Père-Lachaise, Paris, France
O Père-Lachaise é o mais famoso do mundo. E não é pra menos, estão enterradas nele personalidades das mais diferentes áreas formando uma constelação. Entre elas está o espírita Allan Kardec, Frederic Chopin, Molière, Honorè de Balzac, Oscar Wilde e Jim Morrison.
Ele foi inaugurado em 1804, mas guarda defuntos mortos muito antes disso. Como pode? Respondo: Importação. Pois é , com a crescente fama do cemitério, familiares, tutores e herdeiros começaram a transportar para ele os seus entes afamados. Há tantos famosos nele que se criou tours por segmento profissionais dos mortos. assim há o tour de visita para os escritores, para os músicos, para os atores, para cientistas e por aí vai.
Detalhe curioso está por conta do túmulo do músico Jim Morrison, vocalista da banda The Doors. Este jovem que morreu aos 27 anos em 1971, atrai tanta gente até hoje, que a administração do cemitério já tentou levar o túmulo dele para outro cemitério. Entretanto, a família comprou o jazigo para uso ad eternum, então Morrison permanecerá nele até o fim dos dias (do cemitério, pelo menos), mesmo que muitos fãs ainda continuem tentando conumir drogas e até transar em cima do jazigo em homenagem ao ídolo. Foi por essa e outras que a túmulo do moribundo agora é vigiado 24hs por dia.
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Valeu pessoal, por hoje é só.
Abraços,
César William
A Secretaria de Turismo de Pernambuco (Setur-PE) e a Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), com apoio da Embratur, seguem com a apresentação dos destinos e atrativos pernambucanos para o mercado internacional. Com a ação promocional “Polo Costa dos Arrecifes”, o turismo de Pernambuco já percorreu, no início deste mês, as cidades americanas de Los Angeles e São Francisco, ambas na Califórnia, e acontece, hoje (16/09), em Chicago, Ilinóis.
Em Los Angeles e em São Francisco, operadores e agentes de viagem americanos participaram de palestras e rodadas de negócios, e foram recebidos com Frevo, expressão cultural que é símbolo de Pernambuco. Além de Fernando de Noronha, Recife e Olinda, também foram apresentados ao trade americano os destinos Cabo de Santo Agostinho, Goiânia, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Itapissuma, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Rio Formoso, Sirinhaém e Tamandaré.
“Nossa costa tem uma diversidade de atrativos para agradar a diferentes públicos, por isso investimos em projetar internacionalmente nosso litoral, com ênfase no turismo ‘sol e mar’, gastronomia e cultura e estamos aproveitando a visibilidade positiva que o Estado teve durante a Copa do Mundo 2014 para divulgar Pernambuco”, afirma a secretária executiva da Setur-PE, Luciana Carvalho.
Com investimento de R$ 2 milhões do Ministério do Turismo, o objetivo do ‘Polo Costa dos Arrecifes’ é criar novas oportunidades de negócios e aumentar o fluxo turístico nos destinos da costa pernambucana. No total, serão percorridas 20 cidades, em seis países de destaque na emissão de turistas para Pernambuco: Estados Unidos, Portugal, Itália, Uruguai, Argentina e Alemanha. A ação do ‘Polo Costa dos Arrecifes’ seguirá até 13 de novembro.
Estudar no exterior é uma experiência que muitos querem ter no currículo. Além de se familiarizar com outra língua mais rapidamente, a vivência com outra cultura também está incluída no pacote, além de ampliar horizontes no campo profissional e pessoal. De acordo com pesquisa da Belta (Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais), o mercado de intercâmbio e educação internacional está em constante crescimento no Brasil, o que torna a concretização desse desejo cada vez mais ao alcance dos brasileiros, principalmente pela facilidade de compra dos pacotes no exterior – que está atraindo cada vez mais pessoas das classes C e D.
Ainda neste contexto, o segmento de viagens de média duração, entre quatro e seis meses, foi o que mais cresceu em 2012, por exemplo. O produto mais vendido pelas empresas especializadas continua sendo o curso de idioma, seguidos por high school (ensino médio) e cursos de férias. Diante destes dados, Bárbara Coelho, empresária à frente da Wide Intercâmbio, comenta que o mercado está favorável, principalmente para este segundo semestre do ano de 2014. “Estamos confiantes em superar os números do ano passado. Agora, de agosto em diante ente, as procuras aumentam para viagens no final do ano e em janeiro”, comenta.
A empresária complementa, ainda, que quem fechar pacotes de intercâmbio nos próximos meses tem o benefício de pagar um preço mais em conta pelo serviço. “Quem fecha um negócio agora, para viajar em dezembro ou janeiro, acaba pagando mais barato por estar aproveitando a tabela de preços de 2014″, afirma. Ela lembra também que com o crescimento da classe C foi um dos fatores fundamentais para incrementar este crescimento.” Os pais e os estudantes estão de olho nas oportunidades, principalmente no que diz respeito ao High School”, pontua a empresária. O aumento de viagens de intercâmbio entre os maiores de 45 anos também é bastante significativo. Isso se deve a vários fatores, entre eles a mudança do perfil da terceira idade; eles estão mais aventureiros, dispostos e também com mais dinheiro para gastar em viagens. “Os tempos mudaram e hoje o grupo de quem faz intercâmbio conta também com aqueles que já estão há mais tempo no mercado de trabalho e querem se atualizar”, finaliza Bárbara.
Os 5 países prefetidos pelos inetrcambistas brasileiros:
Austrália,
Canadá,
Estados Unidos,
Inglaterra e
Espanha.
Eu não era marinheira de primeira viagem em 2012 quando decidi viajar ao Peru. Já tinha ido aos EUA, Aruba, Curaçao... Mas era a primeira vez que eu viajaria de férias sozinha. Não poderia ter escolhido destino melhor para essa odisséia. A viagem foi decidida e organizada em um curto espaço de tempo.
Como iniciante na arte de organizar minhas próprias viagens os atropelos foram inevitáveis, mas lá na frente falo deles.
Parti de Recife para Lima pela TAM. O trecho Recife / Lima / Recife foi adquirido com milhas.
Como iniciante na arte de organizar minhas próprias viagens os atropelos foram inevitáveis, mas lá na frente falo deles.
Parti de Recife para Lima pela TAM. O trecho Recife / Lima / Recife foi adquirido com milhas.
Lima
Reservei apenas um dia para Lima e fui infeliz com a decisão (1º atropelo). Só depois, com a viagem organizada é que me dei conta que estava indo a um dos mais badalados destinos gastronômicos do mundo. Naquele ano o País foi vencedor do prêmio World Travel Awards na categoria de gastronomia. E agora, em 2014, não deixou a desejar e abocanhou o prêmio de melhor destino gastronômico da América do Sul, e Lima como melhor destino de legado e cultural da América do Sul, na premiação regional do World Travel Awards 2014. Não à toa, seu centro histórico é conservadíssimo e na cidade há importantes ruínas do século IV.
Cheguei a Lima no final da tarde. Contratei um transfer lá mesmo no aeroporto e segui para o Hotel em Miraflores. Ainda não estava preparada para me aventurar com ônibus ou táxis sozinha. Falar em ônibus o transporte público lá deixa a desejar, mas você pode recorrer aos táxis, o preço é bom. Contudo, se vai viajar sozinha, acho a ida e volta ao aeroporto mais segura com transfer ou táxis credenciados nos hotéis. O bairro de Miraflores e o de San Isidro são os melhores pra você ficar em Lima. Há excelentes opções de hotéis no booking e no Decolar (Detalhe: no Decolar há vários hotéis que parcelam em até 6 vezes sem juros). Em Miraflores você também encontra albergues legais. O bairro é repleto de restaurantes, lojas, bares e ainda tem o Shopping Lacomar, construído encrustado numa falésia com vista para o pacifico. Vale a pena dar uma passadinha por lá. Esse bairro é bem badalado e ainda tem muita cultura, fica nele o sítio arqueológico Huaca Pucllana.
Considere também se hospedar nas imediações do centro da cidade, se o preço e as avaliações do local forem atraentes, por ali você fica perto de tudo que interessa no quesito viagem cultural.
| Vista do Restaurante La Rosa Náutica |
A noite segui para jantar no Restaurante La Rosa Nautica, visita obrigatória para quem vai à Lima. Além da excelente culinária a beleza do restaurante é um espetáculo à parte. É construído num píer sobre o Pacífico. Os preços não são populares, mas se comparado aos restaurantes do mesmo nível no Brasil, não é caro.
Ao retornar ao hotel um choque de realidade. No hotel que fiquei a internet não funcionava, na tv programas pouco interessantes principalmente para os que não dominam a língua local, enfim, uma solidão sem tamanho. Pensei: o que estou fazendo aqui sozinha? Podia estar em casa, assistindo TV na sala animada, tomando um café na cozinha com a minha mãe... Mas estou sozinha num quarto de hotel por livre e espontânea vontade. Confesso que pensei em comprar uma passagem para voltar no dia seguinte. Felizmente não o fiz. A viagem me surpreendeu, considero um divisor de águas e hoje repito: se não voltei de Lima naquela ocasião, não volto de lugar algum (antes da hora, claro, voltar para casa é tão ou mais prazeroso do que sair pelo mundo).
No dia seguinte saí para um tour pelo centro histórico, destino Plaza Maior, também conhecida como Plaza das Armas porque durante o processo de independência era lá que os soldados se reuniam. Contratei um tour guiado, mas você pode fazer essa empreitada sozinho se desejar. É possível percorrer os pontos mais interessantes do centro histórico a pé ou com o auxílio de um táxi se o cansaço chegar. Logo me enturmei com duas professoras cariocas que estavam no grupo. Já haviam ido à Cusco e Machu Picchu. Lima era seu destino final. Ganhei delas umas boas dicas e uns bombons de coca que foram importantíssimos quando cheguei à Cusco.
O centro histórico de Lima foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1991. O lugar encanta pelo convívio harmonioso do passado, valorizado e conservado, com os ares de uma metrópole moderna.
| Plaza Mayor |
Ao chegar ao centro da Plaza Maior você logo se depara com um lindo chafariz que foi desenhado por Gustave Eiffel, o arquiteto responsável pelo projeto da torre francesa que foi batizada com seu nome. Na praça se concentra o Palácio do Governo, que foi a antiga morada de Francisco Pizarro (conquistador espanhol que entrou para história como o “conquistador do Peru”), a Casa do Ouvidor, o Palácio Municipal, o Palácio Arquiepiscopal de Lima, a Catedral que abriga o túmulo de Pizarro e Convento de San Francisco, cujas galerias subterrâneas serviram como cemitério colonial e podem ser visitadas.
Para visitar o convento você paga 7 Soles (moeda peruana), que equivale a pouco mais de R$ 5,00. A entrada dá direito, ainda, a visitar a galeria do museu e ao passeio nas catacumbas. Posso dizer sem vergonha alguma: é sinistro! Milhares de ossos se avolumam, por vezes jogados e algumas vezes formando círculos e ornamentos com centenas de crânios e fêmures. Tudo isso devido a falta de cemitério local até o começo do século XIX. Então, os mais abastados pagavam a igreja para ter seus entes queridos sepultados ali. E aqui faço um alerta: avalie se é um programa que você curtiria. Primeiro, pelo impacto visual. Segundo, pelo forte cheiro de mofo e terra velha. Pode até lembrar putrefação, mas não é, já que os últimos sepultamentos ali ocorreram há mais de 200 anos.
Centro de Lima
Ali perto você encontra o Museu da Inquisição , o prédio da Bolsa de Valores, o Museu Nacional e toda a vida corrida dos peruanos da metrópole. Bares, restaurantes, mercados, feiras, enfim, é lá que você conhece Lima de verdade.
No início da tarde segui para conhecer Huaca Pucllana, um sítio arqueologico no meio de Miraflores, sim, em Lima, em meio aos prédios residenciais. Lá funciona um museu que pode ser visitado de quarta a segunda, das 9h às 17h e custa cerca de R$ 10,00 com meia entrada para estudantes e professores. No passado o local era destinado ao centro administrativo e cerimonial da Civilização Inca.
O lugar surpreende pela grandiosidade das ruínas de uma pirâmide e é claramente dividido em setores mostrando todo conhecimento administrativo que se tinha na época.
Terminei o dia visitando o Lacomar e apreciando a vista para o pacifico. Como eu disse, pouco tempo em Lima. Ficou um gostinho de quero mais. Quando for ao Peru reserve ao menos três dias para Lima, você não vai se arrepender.
| Palácio da Justiça |
Cusco
Cheguei à Cusco no meio da tarde. Fui de transfer para o hotel, mas durante toda minha estada utilizei táxis, são baratos e não me senti insegura ao usá-los. Lá não há taxímetro, então sempre que for pegar um consulte alguém do local sobre o preço da tarifa, assim você vai garantir que não vão te cobrar a mais. Comigo não aconteceu nenhuma vez, sempre cobravam o preço que as pessoas me informavam.
Ainda no aeroporto a funcionária do transfer me advertiu a andar devagar: aqui você vai se cansar mais rápido, disse ela.
A recomendação é oportuna. Cusco está localizada a uma altitude que varia entre 3.400 e 3.800 metros. A essa altura o ar é rarefeito e os efeitos são logo sentidos pelo organismo (os peruanos chamam de soroche). Algumas pessoas sentem náuseas, falta de ar, tontura e dor de cabeça. Então é provável que você precise de um tempo para se adaptar. Também é bom não esquecer o protetor solar, há um aumento na intensidade dos raios solares em regiões altas.
Chegando ao hotel, enquanto a recepcionista preparava meu check-in, uma funcionária logo chegou para me servir um chá da folha da coca. A planta é muito comum na região e costuma ser usada para aliviar os sintomas causados pela altitude. É bom ficar logo sabendo: a bebida não tem efeito alucinógeno, então fique tranquilo para provar!!! Para alguns, o sabor não é muito agradável, mas como apreciadora de chá, confesso que gostei muito, tomei durante toda a minha estada no Peru, não raro várias vezes ao dia. Talvez por isso, apenas no primeiro dia senti uma tontura (lembram das professoras que conheci em Lima? Os bombons de coca que elas me deram foi meu socorro no meio da noite, o quarto literalmente rodava) e mais tarde, no caminho para Puno, um desconforto respiratório. No mais era só andar devagar, sem muito esforço. Senti falta do chá quando retornei ao Brasil, além das propriedades contra os males da altitude, percebi que ele te deixa mais disposta e tira um pouco a fome. A planta deve ser fruto da criação de alguma Deusa Inca vaidosa.
| Chá da folha da coca |
Onde se hospedar
| Táxi em Cuzco |
Com toda essa movimentação o bom mesmo é se hospedar naquela região. Há vários hotéis na praça e nas ruas laterais. Não fiquei hospedada por lá (2º tropeço), meu hotel ficava um pouco distante. Lembro-me de na primeira noite, voltando da Plaza das Armas, ter descido de dois táxis porque os motoristas não sabiam onde era o hotel que eu estava, mas como eu disse antes, táxi é barato, então, se você encontrar uma hospedagem com preço bom e boa avaliação fora da região que fervilha, a despesa com táxi vai compensar. Só não esqueça de levar o endereço do hotel, vai lhe ajudar com os taxistas. Do mesmo modo você não vai ter problemas para fazer os passeios, as empresas costumam recolher os visitantes nos hotéis. Detalhe importantíssimo: eles são muito pontuais. Então esteja na hora marcada no saguão do hotel, do contrário eles vão embora sem você.
| Plaza das Armas |
Comer em Cusco
Nas imediações da Plaza das Armas há muitos restaurantes. Há opções para todos os bolsos e gostos. Desde a legítima cozinha peruana até uma creperia, tem de tudo. Em Lima a guia havia me falado sobre o Cuy, prato típico da região que nada mais é do que um porquinho da índia servido inteiro. Isso mesmo! Ele vem inteiro no prato. Confesso que embora seja apreciadora e curiosa no quesito gastronomia, afinal é uma das melhores formas de conhecer a cultura do local que você visita, o Cuy não me apeteceu. Fiquei bem seduzida pela carne de alpaca. Lá você encontra em receitas típicas da região, como as servidas com quinua, e em versões mais contemporâneas, a exemplo da acompanhada com batatas fritas.
No quesito carne, uma das melhores pedidas foi o Inka Grill. Se você pretende reservar uma noite para degustar um vinho e uma comida sofisticada, lá é uma das opções. Fica na Plaza das Armas, certamente você vai passar na frente algumas vezes enquanto bate pernas pela região.
Mesmo que você seja uma daquelas pessoas que não costuma se empolgar em provar novos sabores, se aventure nos sabores andinos. Há pratos deliciosos feitos com quinua, com os muitos tipos de batatas que há por lá (muitas desconhecidas por nós brasileiros) e com a variedade de milhos (maiz, para eles). São cerca de 35 espécies do cereal. Jantei cada noite em um restaurante diferente e aproveitava a ocasião para bater papo. Cusco é cheia de viajantes do mundo todo. Quando você viaja sozinho acaba conhecendo muita gente porque não está fechado no seu grupo.
| La Bondiet |
Variando no jantar, mas repetindo o lugar do café no fim da tarde. Os que me conhecem sabem que não dispenso um cafezinho acompanhado de uma iguaria. Nesse quesito virei cliente fiel da La Bondiete durante minha estada. Lá servem bolos, massas folhadas, pães... E lógico, um bom café. E ainda é um bom lugar para você bater papo com outros aventureiros.
Também não deixe de provar o Pisco Sour. Bebida típica da região preparada a base de limão e pisco, aguardente de uva produzido na região. Você vai encontrar em todos os bares e restaurantes. Lembra nossa caipirinha. Provei, aprovei e ainda trouxe umas garrafinhas de pisco na mala na esperança de reproduzir a bebida em casa. Não fui muito competente nesse quesito, mas a reunião com as amigas para mostrar as fotos da viagem foi regada a pisco e acreditem, ele foi aprovadíssimo!
Cusco é mais que uma simples rota para Machu Picchu. Quem vai a Machu Picchu nem imagina que Cusco, além de porta de entrada para região, tem seus próprios encantos. Há sítios arqueológicos incríveis na área da cidade, construções belíssimas e alguns museus.
Saí pela manhã do segundo dia em Cusco para conhecer a cidade e os sítios das redondezas. Comecei o dia visitando a Catedral de Cusco. É simplesmente linda e grandiosa. Com características do estilo renascentista maneirista, gótico e do barroco, tem três naves e 12 capelas no seu interior, que destaco, é repleto de pinturas riquíssimas.
Antes de seguir falando o que ver, vai logo uma dica. Em Cusco há bilhetes combinados que dão direito a acessar vários pontos turísticos. São administrados pela Comissão de Serviço Integral Turístico Cultural COSITUC e você pode comprar em vários pontos da cidade. O completão inclui 16 atrações e custa 130,00 Novo Sol (a moeda peruana), cerca de R$ 105,00. Segue a lista das atrações incluídas:
Museu Histórico Regional
Museu de Arte Contemporânea
Museu de Arte Popular
Museu de sitio Koricancha
Centro Qosqo de Arte Nativa
Monumento ao Inca Pachacutec
Sacsayhuaman
Q’enqo
PukaPukara
Tambomachay
Pisac
Ollantaytambo
Chinchero
Moray
Tipon
Piquillacta
Mas se você não pretende visitar todos esses pontos, há bilhetes que combinam 4 ou 5 atrações. Se vai em grupo, é estudante ou professor, não deixe de ver as opções de descontos. Não conheci todos os pontos, comprei um bilhete que inclui algumas das atrações.
Continuando, da catedral parti para o Qorikancha Convento de Santo Domingo. O convento recebeu esse nome por ter sido construído sobre o templo Qorikancha. Tem seu charme, mas nada espetacular.
O mesmo não se diga de Sacsayhuaman. São ruínas de uma construção impressionante. De acordo com historiadores Sacsayhuaman era uma fortaleza militar. A construção é formada por muralhas construídas com pedras perfeitamente encaixadas, característica marcante das construções do povo inca. Infelizmente quando os espanhóis ocuparam o Peru transformam o local numa imensa pedreira, de onde retiraram materiais para suas construções. O que sobrou impressiona pela grandiosidade. Fiquei imaginando como era aquela construção.
Terminei o dia no Mercado Central de San Pedro. Foi lá onde fiz boa parte das minhas compras no Peru (foram muitos souvenirs...). Mantas feitas com lã de alpaca, artesanato em couro e cerâmica, chaveiros em formato de lhamas, de tumi (instrumento cerimonial sobre qual rezam algumas lendas ligadas a medicina)... Lá você vai encontrar uma lembrancinha até para aquele tio mais distante.
A noite segui para Plaza das Armas, jantar, bater papo e ficar vendo o mundo (as pessoas do mundo) passar na minha frente: alemãs, americanos, espanhóis, japoneses... e claro, muitos brasileiros).
Depois conto mais!
Alesandra Bezerra



















